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Espátula de Ouro

Brilhantes

10 profissionais. 15 14 minutos. Um delivery para despachar, uma comanda de salão para executar e imprevistos para administrar. Na terceira edição da Espátula de Ouro, simulamos uma operação para descobrir quem tem tanta técnica quanto capacidade de adaptação.

Os especialistas não trabalham em condições perfeitas, mas em operações reais! Tem pedido entrando enquanto outro precisa sair. Delivery esperando, pontos diferentes para acertar, pão para chapear, queijo para derreter, bancada para organizar e relógio correndo. E, quando tudo parece sob controle, alguma coisa acontece.

Foi um pouco dessa realidade que levamos para a Espátula de Ouro 2026. Criada em 2024 como uma disputa entre chapeiros de São Paulo e transformada em competição nacional no ano seguinte, a Espátula chegou à terceira edição reunindo dez profissionais de diferentes cidades brasileiras para testar técnica, agilidade, organização e capacidade de reagir sob pressão.

Todos encontraram as mesmas condições: pão, carne, queijo, sal, pimenta e manteiga; chapa e broiler Vulcan, além dos utensílios necessários para a execução. Ingredientes simples de propósito. Sem receitas autorais, molhos ou combinações capazes de desviar a atenção do que realmente estava sendo avaliado. A competição não é de chefs, é de chapeiros. E a hora é deles brilharem.

Turno dobrado

Nos primeiros 7 minutos, cada competidor precisava preparar um cheeseburger para viagem utilizando o método de cocção de sua preferência. Mas a tarefa não terminava quando o burger ficava pronto. Era preciso montar, escolher entre as embalagens da 24 Print, acondicionar o pedido, colocá-lo na sacola e lacrá-la corretamente para despacho.

A primeira etapa só estava concluída quando a sacola pronta para seguir viagem era colocada sobre a bancada. Já que, em uma operação de verdade, o delivery não termina quando o burger fica pronto.

Pedido despachado, a operação continua.

Na segunda etapa, cada competidor sorteava uma comanda. O suspense no sorteio foi só um charme para a competição, porque, eles não sabiam, mas todas eram iguais: um cheeseburger feito na chapa, ao ponto, e outro preparado no broiler, ponto menos.

Dois burgers diferentes dentro do mesmo pedido. Dois equipamentos. Dois pontos de cocção. E a necessidade de coordenar tudo para que a comanda inteira fosse entregue corretamente e ao mesmo tempo.

Inicialmente, havia oito minutos para isso. Inicialmente. Depois de um minuto de prova, o treinador do competidor era chamado para sortear uma carta e transmitir um novo comando ao chapeiro. As situações eram diferentes, mas todas traziam a mesma consequência: um minuto de penalidade. Oito minutos viravam sete.

Era preciso absorver o imprevisto, reorganizar a execução e continuar trabalhando. Porque operação de verdade nunca pergunta se aquele é um bom momento para dar problema.

Ganhando pontos

A lógica da avaliação permaneceu tão simples quanto implacável: todos começaram a prova com a nota máxima. A partir dali, cada erro observado significava pontos a menos.

Apresentação, técnica, ponto, tempo e sabor estavam na avaliação. Montagem e proporção, reação de Maillard, cocção, descanso da carne, temperatura do pão, derretimento do queijo, tempero, cumprimento dos pontos solicitados e entrega dentro do tempo ajudavam a separar os competidores.

E, se a prova simulava uma operação, o olhar precisava ir além do hambúrguer. Em caso de empate, entravam critérios que também dizem muito sobre um bom profissional de cozinha: organização e limpeza da praça durante e depois da prova, higiene pessoal, retirada de acessórios como relógios e alianças e uso correto de acessórios, como touca ou boné.

Excelência na cozinha também aparece antes, durante e depois de o pedido sair.

Toda a disputa foi novamente gravada na cozinha da ITW/FEG, casa da Vulcan, que abriu suas portas para receber os competidores com estrutura profissional e os mesmos equipamentos para todos.

Com a mão no ouro

Fernando da Silva
Fernando da SilvaMandinho BurgerNovo Hamburgo/RS
Roberto Soares
Roberto SoaresTradissa BurgerSão Paulo/SP
Janderson Santana
Janderson SantanaCoringa do BecoSão Paulo/SP
Tainá de Souza
Tainá de SouzaCamisa 10Santo André/SP
Kaique Ferraz
Kaique FerrazHamburgueria TradiSão Paulo/SP
Manuel Alvorado
Manuel AlvoradoEstella BurgerSão Paulo/SP
Rafaela Moreira
Rafaela MoreiraHandz BurgerSão Paulo/SP

Repeteco e sotaque

Kaique Ferraz, da Hamburgueria Tradi, tornou-se o único chapeiro a participar das três edições da competição, tendo ficado no TOP3 nas edições de 2024 e 2025.

A disputa ganhou sotaque sul-americano: entre os dez estava o venezuelano Manuel Alvorado, representando o Estella Burger, de São Paulo. Será que a próxima edição do Espátula de Ouro vai romper de vez as barreiras do país?

Meninos de ouro

Douglas Santana#1
Douglas SantanaBom Beef BurgersSantos/SP
Willian Tobias#1
Willian TobiasMorelatto Steak HouseSão Paulo/SP
Venícius Fischer#3
Venícius FischerYor BurgerBalneário Camboriú/SC

Depois de três burgers, dois métodos de cocção, um delivery, uma comanda e todos os critérios colocados na conta, chegamos ao resultado. Venícius Fischer, da Yor Burger, entrou na cozinha como o nome a ser batido. Campeão da Espátula de Ouro em 2025, voltou para defender o título e, mais uma vez, mostrou por que já havia conquistado seu lugar entre os melhores. Desta vez, porém, encontrou dois adversários que conseguiram superá-lo e Venícius encerrou a disputa com a Espátula de Bronze.

E se, em uma operação, todo dia algo novo pode te surpreender, esta edição nos provou que também podemos ser surpreendidos. Depois da avaliação técnica e da aplicação dos critérios que definimos previamente para desempate, foi assim que, pela primeira vez na história da competição, não tivemos Espátula de Prata. Dois competidores terminaram rigorosamente empatados e levaram, cada um, a sua Espátula de Ouro:

  • Douglas Santana, da Bom Beef Burgers
  • Willian Tobias, da Morelatto Steak House

O sarrafo subiu. E, desta vez, dois chegaram juntos lá em cima.

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Esta matéria faz parte da revista #PHP26

A edição oficial do Prêmio Hambúrguer Perfeito 2026, com os melhores do Brasil e da América do Sul.

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